Barreiras atitudinais

Segundo o consultor e autor de livros de inclusão social Romeu Sassaki em um de seus textos destaca a classificação didática da acessibilidade em seis dimensões. Entre elas, está acessibilidade atitudinal, ou seja, um meio “sem preconceitos, estereótipos, estigmas e discriminações nos comportamentos da sociedade para as pessoas que têm deficiência” (Sassaki, 2009). Mostrando que a acessibilidade vai além das questões físicas e comunicacionais.

É de suma importância atentar o modo em que a sociedade trata a pessoa com deficiência. Historicamente, percebemos um viés preconceituoso e assistencialista na atenção a esse público, o que reduz muitas vezes as chances de desenvolvimento de atividades diárias, de inserção no mercado de trabalho, entre outros direitos básicos. Vimos, também, que a sociedade, ao rejeitar as pessoas com deficiência, fez com que elas começassem a introjetar isso nas suas concepções, consequentemente tinham vergonha de sair de casa, de se divertirem e de terem relacionamentos.

Atualmente, a pessoa com deficiência ainda é vista como algo diferente, reforçando o preconceito e o estigma que a sociedade tem sobre ela. E é sobre isso que Sassaki escreve: as barreiras que a sociedade impõe no tocante às atitudes, às concepções formadas em relação à diversidade humana.

Cada pessoa tem sua carga histórica, suas vivências, suas opiniões, logo, não haveria o porquê de excluir a diferença, já que nós somos diferentes uns dos outros.

Por isso a acessibilidade é tão importante, pois auxilia as pessoas no seu direito de ir e vir, além de mostrar a importância do respeito à diversidade humana. Externo aqui o propósito de atentarmos para nossas atitudes e concepções relacionadas ao diferente. Sugiro que minimizemos as barreiras atitudinais presentes no nosso cotidiano e passemos a viver uma sociedade completa de pessoas comuns.

Fábia Halana

Referência: SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista Nacional de Reabilitação (Reação), São Paulo, Ano XII, mar./abr. 2009, p. 10-16.

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